Saiba quem são os advogados que garantiram a vitória de Wellington do Curso no TSE

A reversão da cassação do mandato do deputado estadual Wellington do Curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teve como protagonistas os advogados Daniel Blume e Thiago Bhranner, responsáveis pela condução da defesa do parlamentar na fase decisiva do processo.

A dupla assumiu a defesa de Wellington do Curso após a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), que havia determinado a cassação dos mandatos do deputado e do suplente Fernando Braide em ação que discutia suposta fraude à cota de gênero nas eleições de 2022.

A partir da reformulação da equipe jurídica, Daniel Blume e Thiago Bhranner passaram a conduzir toda a estratégia recursal perante o TSE, elaborando os recursos e sustentando os argumentos que resultaram na reforma da decisão do TRE-MA.

No julgamento em Brasília, o Tribunal Superior Eleitoral afastou a cassação dos mandatos, restabelecendo os direitos políticos de Wellington do Curso e Fernando Braide e encerrando, no âmbito da Corte Superior, uma das principais disputas judiciais relacionadas às eleições de 2022 no Maranhão.

Com a decisão, os parlamentares permanecem nos respectivos cargos, consolidando o êxito da estratégia jurídica adotada pela defesa. O resultado representa uma importante reviravolta no caso e encerra, no TSE, o processo que colocava em risco os mandatos dos dois parlamentares.

Com informações Diego Emir

Ex-prefeita de São Pedro da Água Branca será julgada pela Justiça Eleitoral por suposto abuso de poder político e econômico


A ex-prefeita de São Pedro da Água Branca, Marília Gonçalves, será julgada nesta sexta-feira (26) pela Justiça Eleitoral em ações que apuram supostas irregularidades eleitorais envolvendo abuso de poder político e econômico.

Os processos investigam fatos relacionados às eleições municipais de 2016, 2020 e 2024. Entre as acusações estão a suposta transferência irregular de títulos eleitorais de eleitores de outros municípios para São Pedro da Água Branca, além de contratações realizadas durante o período eleitoral, que estariam sendo analisadas pela Justiça.

Outro ponto que integra as ações é o aumento dos gastos com pessoal apontado pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), que, segundo as investigações, ultrapassaria R$ 8 milhões.

As ações também destacam o crescimento da votação obtida por Marília Gonçalves entre os dois últimos pleitos municipais. Em 2020, a ex-prefeita recebeu 2.366 votos. Já nas eleições de 2024, esse número subiu para 4.047 votos, fato que também integra a análise judicial.

Caso a Justiça Eleitoral reconheça as irregularidades apontadas nos processos e aplique as sanções previstas na legislação, Marília Gonçalves poderá ser declarada inelegível, além de sofrer outras penalidades cabíveis.

O julgamento é aguardado com expectativa no município, diante da relevância das acusações e dos possíveis desdobramentos no cenário político local.

 

JOSIMAR MARANHÃOZINHO SE MANIFESTA APÓS OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

O deputado federal Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho, divulgou uma nota de esclarecimento nesta quinta-feira após ser alvo de uma medida de busca e apreensão no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal.

Na manifestação, o parlamentar afirmou ter recebido a ação com tranquilidade e destacou que está colaborando com as autoridades desde o primeiro momento. Segundo a nota, a defesa acredita que os fatos serão devidamente esclarecidos durante o andamento das investigações.

Josimar também esclareceu que a apuração diz respeito a contratos firmados em 2022, os quais, segundo ele,

“desconhece por completo”. Ao final da nota, o deputado reafirma confiança na Justiça e no pleno esclarecimento da verdade.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre o conteúdo da investigação em relação às declarações apresentadas pelo parlamentar.

Empresário diz ter sido ameaçado após cobrar dívida de R$ 400 mil e expõe caso na internet


Um empresário de São Luís, identificado como João Victor (Meio da Foto), usou o story da sua conta no Instagram na tarde desta terça-feira (23) para denunciar dois outros empresários da capital maranhense.

De acordo com a sequência de vídeos publicados por João Victor de dentro do seu carro, os empresários Vonaldo Soares, do ramo de revenda de carros usados e Klinsmann Amorim, que trabalha com comercialização de aparelhos celulares, estão devendo para seu pai a quantia de R$ 400 mil reais e se recusam a pagar a dívida.

João Victor, não explica exatamente como a dívida foi originalizada, mas conta que buscou todas as formas de negociar e chegou a propor o parcelamento, contudo, mesmo assim, Vonaldo Soares e Klinsmann Amorim não acertaram qualquer pagamento.

Ele diz, ainda, que não queria expor o assunto, mas chegou em um momento insustentável. Victor diz que já foi ameaçado por cobrar a dívida de R$ 400 mil, mas que não tem medo de fazer a cobrança em público.

Por fim, João estipulou o prazo de até amanhã, quarta-feira, dia 24 de junho de 2026 para que Vonaldo Soares e Klinsmann Amorim façam a quitação do valor, caso contrário, irá fazer grandes revelações sobre a origem da dívida.

O blog procurou Vonaldo Soares e Klinsmann Amorim para se, caso queiram, se posicionar sobre o assunto, mas nenhum deles quis falar sobre as acusações de João Victor.

fonte: Domingos Costa

Prefeito Zé Pequeno consolida liderança em Davinópolis e confirma apoio a Orleans Brandão


O prefeito de Davinópolis,
Zé Pequeno, reafirmou seu apoio ao projeto político de Orleans Brandãopara o Governo do Maranhão. A manifestação reforça a aliança entre as lideranças e evidencia o fortalecimento do grupo político na região.

À frente da Prefeitura de Davinópolis, Zé Pequeno tem sido apontado como um gestor bem avaliado pela população, resultado de uma administração marcada por ações voltadas ao desenvolvimento do município. Ao longo de sua gestão, a administração tem investido em melhorias na infraestrutura, fortalecimento dos serviços públicos e iniciativas que buscam elevar a qualidade de vida dos moradores.

Ao declarar apoio a Orleans Brandão, o prefeito destacou a importância de dar continuidade a um projeto de desenvolvimento para o Maranhão, baseado na parceria entre o Governo do Estado e os municípios.

Com uma gestão focada no trabalho e em resultados, Zé Pequeno segue conduzindo Davinópolis em um ritmo de crescimento, consolidando sua liderança política e reforçando seu compromisso com o progresso da cidade. A expectativa é que a união entre as lideranças contribua para ampliar investimentos e fortalecer as políticas públicas voltadas à população maranhense.

Vereador Neguinho do Parque Jair se destaca em seu primeiro mandato na Câmara de São José de Ribamar


Parlamentar tem atuação voltada para infraestrutura, melhorias urbanas e diálogo com a população.

Eleito vereador de São José de Ribamar nas eleições de 2024 com 1.637 votos, Valdeir Reis Pereira Seguins, conhecido como Neguinho do Parque Jair (PL), vem consolidando seu primeiro mandato com uma atuação voltada às demandas da população, especialmente nas áreas de infraestrutura, mobilidade urbana e serviços públicos.

Desde que assumiu uma das 21 cadeiras da Câmara Municipal, o parlamentar tem apresentado diversas indicações solicitando obras de pavimentação asfáltica, operações tapa-buracos, limpeza de vias públicas e melhorias em bairros como Parque Jair, Miritiua e Jardim Tropical. As proposições refletem reivindicações levadas pelos moradores ao gabinete do vereador e buscam contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.

A atuação de Neguinho do Parque Jair também tem sido marcada pela presença constante nas comunidades, acompanhando de perto as necessidades dos moradores e mantendo diálogo com lideranças locais. O parlamentar utiliza as redes sociais para prestar contas de suas ações, divulgar visitas às comunidades e informar sobre os encaminhamentos de suas solicitações junto ao Poder Executivo.

Em seu primeiro mandato, o vereador tem defendido investimentos em infraestrutura, manutenção das vias públicas e ampliação dos serviços municipais, destacando que seu compromisso é continuar trabalhando para atender as principais demandas da população ribamarense.

Com uma atuação focada nas necessidades das comunidades e na fiscalização das ações do poder público, Neguinho do Parque Jair busca fortalecer seu mandato por meio da proximidade com os moradores e da apresentação de propostas voltadas ao desenvolvimento de São José de Ribamar.

Contrato de R$ 10 milhões do São João tem suspeita de conflito de interesses

Ester Oliveira head de produção e Fernando Teixeira diretor geral

Ester Oliveira head de produção e Fernando Teixeira diretor geral

O Chamamento Público nº 03/2026 da Secretaria Municipal de Cultura de São Luís continua gerando novas descobertas.

O site apurou que parte da estrutura do São João está sendo executada pela empresa Luminário Produções, de Recife.

A própria Luminário divulga parceria com a Dux Produções, empresa do empresário Fernando Teixeira.

O nome da Dux aparece novamente quando se observa a situação da secretária-adjunta de Cultura, Esther Oliveira. Reportagem publicada pelo jornal O Imparcial a identificou como “Head de Produção” da Dux Produções.

Atualmente, Esther ocupa um dos principais cargos da Secretaria Municipal de Cultura, órgão responsável pelo chamamento que movimenta cerca de R$ 10 milhões.

Ainda há outro fato que chamou a atenção. Os profissionais contratados para a queima de fogos vieram de fora do Maranhão. A escolha provocou questionamentos entre pessoas ligadas ao setor de eventos, que não enxergam dificuldade para encontrar esse tipo de serviço no próprio estado.

Há um possível conflito de interesses envolvendo pessoas que aparecem ligadas à organização do São João e à estrutura da Secretaria de Cultura.

A prefeita Esmênia Miranda precisa esclarecer a situação. Afinal, a Secult integra sua gestão e os fatos que vêm sendo revelados envolvem diretamente um chamamento milionário que já é alvo de contestações administrativas e judiciais.

 

Fonte: Luis Pablo

Ministério Público investiga denúncias de supostas fraudes em licitação de R$ 9,2 milhões para manutenção de automóveis da Prefeitura de Bom Jesus das Selvas

A gestão do prefeito Franklim Duarte, em Bom Jesus das Selvas, passou a ser alvo de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), após denúncia envolvendo supostas irregularidades no Pregão SRP nº 002/2026, cujo objeto prevê a futura contratação de empresa especializada para manutenção mecânica da frota municipal, com fornecimento de peças, em um contrato estimado em R$ 9.277.392,27(nove milhões duzentos e setenta e sete mil trezentos e noventa e dois reais e vinte e sete centavos).

A apuração ocorre por meio da Notícia de Fato SIMP nº 004756-509/2026, em tramitação na 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Buriticupu, sob responsabilidade do promotor de Justiça Felipe Augusto Rotondo. O procedimento foi instaurado após manifestação apresentada pelo empresário P. Fernandes Silva, representante da empresa Paulo Auto Center, que alegou suposto tratamento desigual durante a condução do certame.

Segundo os documentos do Ministério Público, o denunciante afirma que sua empresa teria sido desclassificada ou inabilitada por não apresentar determinadas notas fiscais exigidas para comprovação da exequibilidade dos preços ofertados. Ao mesmo tempo, sustenta que outras concorrentes teriam sido habilitadas sem a observância das mesmas exigências documentais.

A denúncia também menciona, de forma preliminar, possível favorecimento às empresas citadas no procedimento administrativo. Entretanto, o próprio Ministério Público ressalta que essas alegações ainda dependem de comprovação e estão sendo analisadas dentro da fase inicial da investigação.

Na decisão que prorrogou a investigação por mais 90 dias, o promotor destaca que, até o presente momento, não existem elementos probatórios suficientes para afirmar a ocorrência de fraude, direcionamento licitatório, dano ao erário, conluio entre particulares ou agentes públicos, nem prática de improbidade administrativa.

Apesar disso, o MP considerou prematuro encerrar o caso, entendendo que ainda existem pontos relevantes que precisam ser esclarecidos antes de uma conclusão definitiva. Por essa razão, foi determinada a continuidade das diligências para aprofundar a análise documental do processo licitatório.

Conforme a decisão ministerial, a principal questão em análise não é definir qual empresa deveria vencer a licitação, mas sim verificar se a Prefeitura de Bom Jesus das Selvas aplicou de forma objetiva, motivada, razoável e isonômica as regras de comprovação da exequibilidade das propostas apresentadas pelas empresas participantes.

O Ministério Público busca esclarecer se todos os concorrentes receberam o mesmo tratamento durante as fases de habilitação, julgamento das propostas e análise dos documentos exigidos pelo edital.

Como parte das diligências, o MP requisitou uma série de documentos considerados essenciais para a análise do certame. Entre eles estão:

  • Edital completo da licitação e seus anexos;
  • Termo de referência;
  • Estudo técnico preliminar;
  • Mapa de preços e orçamento estimado;
  • Atas das sessões públicas;
  • Relatórios da plataforma eletrônica utilizada no pregão;
  • Recursos administrativos e respectivas decisões;
  • Pareceres técnicos;
  • Documentação de habilitação das empresas participantes;
  • Informações sobre eventual homologação, contratação e execução do objeto licitado.

A Prefeitura também deverá informar a situação atual da licitação, incluindo a existência de contratos, empenhos, ordens de serviço, pagamentos ou qualquer outra etapa já executada relacionada ao procedimento.

A decisão ministerial deixa claro que a prorrogação da Notícia de Fato possui caráter exclusivamente instrutório e não representa qualquer condenação, responsabilização ou juízo definitivo sobre a atuação da administração municipal ou das empresas envolvidas.

Ao final da análise documental, o Ministério Público poderá optar pelo arquivamento do procedimento, pela conversão em investigação mais aprofundada ou pela adoção de outras medidas cabíveis, caso sejam identificados elementos concretos que justifiquem novas providências.

O caso reforça a importância dos mecanismos de controle e fiscalização das contratações públicas, especialmente em processos licitatórios de elevado valor financeiro. A atuação dos órgãos de controle busca assegurar que os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência sejam observados em todas as etapas da gestão pública.

Até o momento, não há decisão que reconheça qualquer irregularidade por parte da Prefeitura de Bom Jesus das Selvas ou de agentes públicos envolvidos, permanecendo o caso sob análise do Ministério Público do Maranhão.

 

Ministério Público de Contas ver irregularidades em contratação de R$ 2,9 milhões para o São João de Barra do Corda quer multar prefeito e secretário de cultura

O Ministério Público de Contas do Estado do Maranhão (MPC-MA) apresentou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) uma representação que aponta possíveis irregularidades na contratação de shows e atrações artísticas para o evento “São João 2026”, na cidade de Barra do Corda, a cerca de 450 km de São Luís. O documento, assinado pelo procurador-geral Douglas Paulo da Silva em 19 de junho de 2026, pede a apuração de uma despesa que, segundo o órgão, alcançou R$ 2.913.721,00.

A representação foi protocolada contra a Prefeitura de Barra do Corda e cita o prefeito Rigo Alberto Telis de Sousa e o secretário municipal de Cultura, Leocadio da Cunha Batista. É importante destacar que se trata, neste momento, de uma representação — uma peça que pede investigação. As alegações ainda serão analisadas pelo Tribunal, e os citados terão oportunidade de apresentar defesa antes de qualquer decisão. Nenhuma irregularidade foi confirmada até a data da denúncia.

O que motivou a representação

De acordo com o MPC-MA, o ponto de partida foi um procedimento de acompanhamento de contratações públicas. O órgão afirma ter identificado o Pregão Eletrônico para Registro de Preços nº 045/2026, voltado à contratação de empresa especializada em serviços de shows e atrações artísticas. A contratação teria sido formalizada por meio do Contrato nº 315/2026, em favor da empresa Carvalho Serviços Ltda.

Segundo o documento, ao consultar o Portal da Transparência do município, o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e o sistema SINC-Contrata, o Ministério Público não teria localizado parte dos documentos que comprovariam a formalização do contrato — circunstância que, na avaliação do órgão, levantaria dúvidas sobre o cumprimento dos deveres de publicidade e transparência.

A representação menciona ainda que a prefeitura teria divulgado, em sua conta oficial na rede social Instagram, a realização de shows com diversos artistas no período junino, sem que constasse, nos sistemas oficiais consultados, a respectiva documentação das contratações.

Os principais pontos questionados

A peça do Ministério Público se organiza em torno de cinco eixos de argumentação. Em todos eles, trata-se da interpretação e das conclusões do órgão, que ainda precisam ser examinadas pelo Tribunal.

Modalidade de licitação. O MPC-MA sustenta que a contratação de atrações artísticas, por seu caráter singular, deveria ocorrer por inexigibilidade de licitação, conforme o art. 74, inciso II, da Lei nº 14.133/2021. Na avaliação do órgão, o uso do pregão eletrônico — modalidade voltada a bens e serviços “comuns” e julgada por menor preço — não seria adequado para a escolha de artistas, e o uso de uma empresa intermediária poderia, segundo o órgão, dificultar a identificação dos valores pagos a cada atração.

Legitimidade da despesa. Com base na Instrução Normativa TCE/MA nº 54/2018, o Ministério Público argumenta que despesas com festividades podem ser consideradas ilegítimas quando o município descumpre índices mínimos em áreas essenciais. O documento cita percentuais que, segundo consultas aos sistemas SIOPS e SIOPE, estariam abaixo dos mínimos constitucionais em educação.

Economicidade. Citando dados do IBGE (população estimada de 84.532 habitantes no Censo de 2022) e uma Nota Técnica Conjunta de 2026, o órgão afirma que o valor contratado superaria os parâmetros de referência sugeridos para municípios desse porte.

Transparência. O MPC-MA alega que as informações sobre o contrato estariam desatualizadas ou ausentes nos portais oficiais, o que comprometeria o controle social.

Envio de informações ao TCE. Por fim, o órgão aponta a suposta ausência de encaminhamento de documentos ao SINC-Contrata, sistema instituído pela Instrução Normativa TCE/MA nº 73/2022.

O que o Ministério Público pede

Entre os pedidos, o MPC-MA solicita que a representação seja conhecida pelo Tribunal, que os responsáveis sejam citados para apresentar defesa e que, caso as irregularidades sejam confirmadas ao final da análise, a contratação seja declarada ilegal e o caso convertido em Tomada de Contas Especial. O documento também requer a eventual aplicação de multas e a determinação para que a prefeitura encaminhe a documentação completa e atualize seus portais de transparência.

Veja a representação

BOMBA! Licitação de R$ 6,5 milhões para eventos na gestão do prefeito Alex Almeida em Lago Verde vira alvo de representação no TCE

A gestão do prefeito Alex Almeida, no município de Lago Verde, passou a ser alvo de uma representação protocolada pelo Ministério Público de Contas do Maranhão (MPC-MA) junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), após questionamentos envolvendo uma licitação de R$ 6.582.500,00 destinada à contratação de serviços de organização, planejamento, coordenação, operacionalização e realização de eventos.

O documento, assinado pelo procurador-geral do MPC-MA, Douglas Paulo da Silva, aponta uma série de supostas irregularidades relacionadas ao Pregão Eletrônico para Registro de Preços nº 012/2026, realizado pela Prefeitura de Lago Verde.

O que motivou a representação?

Segundo o Ministério Público de Contas, durante o acompanhamento das contratações públicas do município foram identificadas inconsistências relacionadas à publicidade e à transparência do processo licitatório.

De acordo com a representação, após consultas ao Portal da Transparência do Município, ao Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e ao Sistema de Informações para Controle (SINC-Contrata), não teriam sido localizados documentos considerados essenciais para a fiscalização da contratação, o que, na avaliação do órgão, dificultaria a verificação da regularidade do procedimento.

Além disso, o MPC-MA afirma ter identificado, por meio das redes sociais oficiais da Prefeitura, a divulgação de apresentações artísticas realizadas durante o período junino, incluindo artistas de alcance regional e nacional. Segundo o órgão ministerial, não foram encontradas informações públicas suficientes que permitissem verificar a forma de contratação dessas atrações.

Questionamento sobre o modelo de contratação

Um dos principais pontos levantados pelo Ministério Público de Contas diz respeito à utilização da modalidade pregão eletrônico para contratação de serviços que envolvem apresentações artísticas.

Na avaliação do MPC-MA, a legislação federal de licitações estabelece que contratações de artistas consagrados devem ocorrer, em determinadas situações, por meio de inexigibilidade de licitação, desde que sejam observados requisitos específicos previstos na Lei nº 14.133/2021.

O órgão sustenta que a inclusão de atrações artísticas dentro de um pregão voltado para serviços de eventos pode dificultar a identificação dos valores efetivamente pagos aos artistas e a análise da justificativa dos preços praticados.

A Prefeitura de Lago Verde ainda terá oportunidade de apresentar sua defesa e esclarecer os questionamentos levantados perante a Corte de Contas.

Gastos com eventos entram no centro do debate

Outro aspecto destacado na representação refere-se ao volume financeiro da contratação.

O MPC-MA argumenta que o valor global estimado em R$ 6,58 milhões supera parâmetros orientativos estabelecidos em nota técnica conjunta assinada por órgãos de controle do Maranhão para contratações artísticas realizadas por municípios de pequeno porte.

Segundo dados citados na própria representação, Lago Verde possui população estimada em aproximadamente 14,7 mil habitantes, conforme o Censo Demográfico de 2022 do IBGE.

Para o Ministério Público de Contas, o montante previsto para eventos merece análise mais aprofundada sob os princípios da economicidade, proporcionalidade e razoabilidade na aplicação dos recursos públicos.

Saúde, educação e prioridades administrativas

A representação também menciona dados extraídos de sistemas oficiais utilizados para acompanhamento dos investimentos públicos em saúde e educação.

Com base nessas informações, o MPC-MA sustenta que o município teria apresentado indicadores abaixo dos percentuais constitucionais exigidos para determinadas áreas, circunstância que, na visão do órgão, reforçaria a necessidade de análise da legitimidade dos gastos festivos.

O documento ressalta que manifestações culturais possuem relevância econômica e social para os municípios, mas argumenta que investimentos em festividades devem observar a realidade financeira local e a prioridade das políticas públicas essenciais.

O que o Ministério Público de Contas pede?

Na representação encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado, o MPC-MA solicita:

  • A citação do prefeito Alex Almeida e do secretário municipal de Administração para apresentação de defesa;
  • O envio da documentação completa relacionada ao Processo Administrativo nº 012704/2026;
  • A apresentação dos contratos e documentos referentes às atrações divulgadas durante o período junino;
  • A atualização das informações no Portal da Transparência do Município;
  • A apuração das supostas irregularidades apontadas no procedimento.

Além disso, o órgão requer que, caso as alegações sejam consideradas procedentes pelo TCE-MA após a análise do mérito e das defesas, sejam adotadas as medidas previstas na legislação aplicável.

Defesa e contraditório

Até o momento, a representação constitui uma manifestação do Ministério Público de Contas e ainda será submetida à análise do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

Os gestores citados no documento possuem o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa, podendo apresentar esclarecimentos, documentos e justificativas sobre todos os pontos questionados.

O caso deverá seguir os trâmites legais dentro do TCE-MA, que decidirá se os argumentos apresentados pelo órgão ministerial possuem fundamento suficiente para eventual responsabilização ou arquivamento do procedimento.

Veja a representação