Deputados falam sobre CPI criada para investigar vice-governador

Os deputados Yglésio Moyses (PRD) e Mical Damasceno (Republicanos), em conversa com o editor do Blog e outros profissionais da imprensa (veja vídeo no fim do texto), falaram sobre os próximos passos da Comissão Parlamentar de Inquérito criada na Assembleia Legislativa para investigar denúncias de movimentações financeiras milionárias e atípicas que pesam contra o vice-governador Felipe Camarão (PT).

A reunião do colegiado que seria realizada nesta tarde, na Sala das Comissões, acabou não acontecendo e foi transferida para esta quarta-feira, 6, às 14h, oportunidade na qual serão eleitos presidente, vice-presidente e relator.

Camarão, no mês passado, sofreu derrota na Justiça ao ter indeferido um mandato de segurança através do qual buscava suspender qualquer tipo de atividade da CPI.

Pelo Bloco governista Unidos Pelo Maranhão são membros titulares da Comissão os deputados Ricardo Arruda (MDB), Ana do Gás (Republicanos), Adelmo Soares (MDB); além de Mical e Yglésio.

Pelo Bloco do PL, o representante é o deputado Aluízio Santos.

O Bloco de oposição, denominado de Parlamento Forte, indicou Rodrigo Lago (PSB).

São suplentes: Carlos Lula (PSB), da oposição; Fabiana Vilar, do PL; e Helena Duailibe (Republicanos), Florêncio Neto (MDB), Kekê Teixeira (MDB), Eric Costa (Republicanos) e Jota Pinto (Republicanos) pelo campo governista.

Entenda o caso – A Comissão terá como foco principal apurar denúncia contra Felipe Camarão contida em um Procedimento Investigatório Criminal, cuja investigação é de competência do GAECO, no qual o procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, pleiteou ao Tribunal de Justiça do Maranhão o afastamento cautelar do vice-governador do cargo.

A investigação contra o petista teve início a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), órgão vinculado ao Banco Central, apontando para movimentações financeiras atípicas envolvendo Camarão; familiares seus; e servidores estaduais.

De acordo com o Ministério Público, foram identificados mais de R$ 4,6 milhões em créditos além dos rendimentos salariais, além de centenas de depósitos em dinheiro sem identificação de origem e operações fracionadas, prática que pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.

A apuração também aponta a existência de uma rede de movimentação financeira envolvendo terceiros, incluindo policiais militares ligados ao gabinete institucional, que teriam atuado como operadores, recebendo valores, fragmentando quantias e realizando repasses em benefício do vice-governador.

Outro ponto destacado no documento diz respeito ao pagamento de despesas pessoais por terceiros, como hospedagens, tributos e outras obrigações, além de transferências diretas e indiretas que envolveriam pessoas próximas ao núcleo familiar.

Há ainda indícios relacionados à aquisição de imóveis de alto valor, que somam cerca de R$ 4,7 milhões, considerados incompatíveis com os rendimentos formais e sem a devida correspondência nas declarações fiscais.

O vice-governador nega as acusações.

acusações.

 

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