Sampaio (atual prefeito) e Weliton da Silva Rodrigues por improbidade administrativa. Eles desviaram e usaram irregularmente recursos do Fundeb.
De 2007 a 2010, o município recebeu R$ 3,37 milhões da União para educação. Auditorias da CGU revelaram fraudes em quatro frentes:
- Pagamento de R$ 27 mil como 14º salário a professores já exonerados em 2008.
- R$ 620 mil em salários para servidores sem vínculo com educação, sem frequência ou lotados em outros órgãos (Cras, Peti, Câmara).
- R$ 1,13 milhão alegados em obras escolares, mas sem documentos obrigatórios (medições, laudos, fotos, termos de recebimento). O ex-prefeito admitiu a falta de planilhas.
- R$ 168 mil em combustível com notas suspeitas: valores redondos, postos de familiares, consumo incompatível com a frota e sem controle de km.
O esquema envolvia o prefeito autorizando despesas e os secretários registrando gastos e alimentando o sistema contábil.
José Carlos Sampaio deve ressarcir R$ 1,95 milhão, pagar multa igual, ter direitos políticos suspensos por 12 anos e ficar proibido de contratar com o poder público pelo mesmo período.
Os ex-secretários também devolverão valores desviados em seus mandatos, com multas equivalentes. Eustáquio terá suspensão de 10 anos; Weliton, 8 anos. Ambos impedidos de contratar com o poder público no período.
















