
Existe uma velha máxima de que “quanto pior, melhor”. E algumas situações que vêm acontecendo em Cajari infelizmente fazem muita gente refletir sobre isso.
O prefeito já construiu oito pontes de concreto, buscando garantir às comunidades melhores condições de acesso e o direito de ir e vir. Mas, em vez de todos se unirem para cobrar mais obras e melhorias, estamos vendo situações que precisam ser questionadas.
Na região do igarapé do Jijui, por exemplo, uma ponte teria sido danificada por pessoas que escavaram por baixo de sua estrutura, colocando em risco a segurança da obra e, consequentemente, da própria população.
Agora, na mesma região, a Prefeitura está trabalhando na construção de uma estrada, com aterros, implantação de bueiros e piçarramento, justamente para melhorar o acesso dos moradores.
Porém, segundo relatos e denúncias de moradores, a estrada teria sido danificada por pessoas supostamente incentivadas por um vereador e por sua mãe, em uma atitude que, se confirmada, é extremamente grave.
E o mais preocupante é que as consequências dessas ações não ficam apenas no campo da política.
Uma pessoa acabou sofrendo um acidente de moto nessa estrada e fraturou a perna.
É isso que precisamos entender: quando uma obra pública é prejudicada, quem realmente sofre as consequências?
É o povo.
Quando não fazem, reclamam.
Quando fazem, tentam impedir.
Quando a obra avança, aparecem obstáculos.
E quando acontece um acidente, é uma família que sofre.
Então fica a pergunta:
É essa a política que queremos para Cajari?
Podemos ser oposição. Podemos ser situação. Podemos discordar do prefeito, dos vereadores e de qualquer grupo político. Isso faz parte da democracia.
Mas obra pública não deveria ter partido político.
Ponte é para o povo.
Estrada é para o povo.
Acesso é para o povo.
Se alguém tem críticas à obra, que apresente suas razões pelos meios legais e democráticos. O que não podemos aceitar é que interesses políticos acabem prejudicando o direito de ir e vir das comunidades.
Cajari precisa de políticos que disputem ideias, não de disputas que prejudiquem a população.
Porque no final, quando uma estrada é destruída ou uma ponte é danificada, nenhum político fica sem acesso.
Quem sofre é o trabalhador, o estudante, o agricultor, o idoso, a criança e toda a comunidade.
E é por isso que precisamos perguntar, com responsabilidade: